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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Afinal, as sereias não existem

Depois de uma série documental suscitar a dúvida sobre a existência de sereias, o governo norte-americano garante que estes seres não existem. A administração também teve de negar oficialmente a existência de zombies!


O canal televisivo norte-americano Discovery Channel exibiu, em maio, um documentário em que explicava a possibilidade das sereias existirem. O episódio, "Sereias: o corpo achado", causou muitas dúvidas na audiência mas, para acabar com o boato, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica norte-americana disse, terça-feira, que estes seres não existem.
"São as sereias reais? Nenhuma evidência de que estes humanóides aquáticos existem foi encontrada", explica a administração norte-americana, em comunicado. Para as autoridades, que receberam inúmeras mensagens de cidadãos a pedir explicações, as sereias são criaturas aquáticas lendárias que fazem parte do imaginário das sociedades tradicionalmente ligadas ao mar desde tempos imemoriais.
"O documentário mostra um panorama muito convincente sobre a existência das sereias, como poderiam ser e o porquê de se terem mantido escondidas até agora", afirma a cadeia televisiva. Ainda que o episódio não confirme a existência destas criaturas, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica também não desmente completamente o que foi difundido pelo documentário.
"Então, porque é que ocupam o inconsciente coletivo da maioria dos povos marinheiros? Esta é uma pergunta para os historiadores, filósofos e antropólogos", diz a administração norte-americana para concluir o comunicado. Assim, esta é a questão que fica "no ar" e permite que o mistério sobre as sereias se mantenha.
Este comunicado da administração norte-americana surge um mês depois de outro que desmentiu a existência de zombies. Após vários ataques de pessoas que, sob o efeito de substâncias químicas, atacavam e arrancavam a cara de outras, o Centro Federal para Controlo e Prevenção de Doenças teve de garantir que desconhecia a "existência de um vírus ou doença capaz de ressuscitar os mortos".

in jn.pt

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Durão Barroso: "Alguns bancos têm de deixar de manipular mercados"

Económico com Lusa  
03/07/12 13:04

 Durão Barroso diz que alguns bancos ainda têm que aprender a lição e deixar de manipular mercados. 


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje, em Estrasburgo, que "alguns bancos" têm ainda que aprender a lição da crise e deixar de manipular os mercados e que Bruxelas deve prosseguir esforços de regulação.
"Alguns dos principias bancos do mundo continuam a conhecer práticas de manipulação de mercado, o que é muito grave. Isto mostra que no sector financeiro ainda nem todos aprenderam as lições da crise que passámos", disse José Manuel Durão Barroso, à margem de uma conferência de imprensa no Parlamento Europeu.
"É a razão pela qual é necessário continuar com os nossos esforços de regulação e de supervisão adequada do setor financeiro", sublinhou o líder do executivo comunitário.
Durão Barroso salientou também ser "muito importante termos bancos que funcionem bem para as nossas economias, mas a verdade é que alguns ainda não aprenderam a lição que já deveriam ter aprendido".
O banco britânico Barclays anunciou hoje a demissão, com efeitos imediatos, do seu presidente executivo Bob Diamond depois de a instituição bancária ter sido multada por manipulação das taxas de empréstimos interbancários.
Esta situação ocorre um dia depois de o presidente do conselho de administração do Barclays Marcus Agius ter também apresentado a demissão.
Um inquérito parlamentar às atividades dos bancos britânicos foi, entretanto, anunciado pelo primeiro-ministro britânico no parlamento.
Em causa está a descoberta de que o banco terá, entre 2005 e 2009, manipulado as taxas de juro Libor e Euribor, usadas como referência nos empréstimos interbancários e outras operações financeiras, ao reportar valores mais baixos do que aqueles pagavam.
 

Ex-chefe de gabinete de Arafat diz que líder palestiniano foi envenenado


Palestina
 20.12.2004 - 14:18 

 O ex-chefe de gabinete de Yasser Arafat afirmou em entrevista ao jornal "Al Hayat" que o líder palestiniano, que morreu no passado dia 11 de Novembro, foi envenenado.

 Ahmed Abdelrahman afirmaa que a saúde de Arafat piorou depois de ter recebido uma delegação de alegados apoiantes no seu quartel-general de Ramallah, há mais de um ano.

A morte de Arafat nunca ficou totalmente esclarecida, depois de uma semana de desinformação que acompanhou a agonia do líder histórico do povo palestiniano, internado num hospital militar de Paris.

Abdelrahman afirmou ao jornal que "alguma coisa estranha aconteceu a Arafat há cerca de um ano. Foi no dia 25 de Setembro de 2003". De acordo com o ex-chefe de gabinete, nesse dia Arafat terá recebido cerca de 30 pessoas e, passadas algumas horas do fim do encontro, terá começado a vomitar. "Foi a partir desse momento que a saúde do presidente começou a piorar", afirma Abdelrahman.

Duas semanas antes do encontro, o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, e o seu Executivo tinham tomado a decisão de "remover" Arafat da liderança palestiniana. "O presidente foi exposto a qualquer coisa, e eu estou inclinado a acreditar que poderá ter sido um gás ou qualquer coisa".

O presidente da Autoridade palestiniana morreu às 03h30 do dia 11 de Novembro, aos 75 anos de idade.

Yasser Arafat pode ter sido envenenado

Polónio encontrado nas suas roupas
 03.07.2012 - 17:18 Por AFP

Yasser Arafat poderá ter morrido envenenado por polónio, uma substância radioactiva, segundo as conclusões de um laboratório na Suíça divulgadas esta quarta-feira pela estação de televisão Al-Jazira.

As análises foram feitas a vestígios biológicos retirados das roupas do líder palestiniano que tinham sido entregues à sua viúva, Souha, pelo hospital militar de Percy, no Sul de Paris, onde Arafat morreu.

Estas explicações foram dadas pelo director do Instituto para a Física das Radiações de Lausane, François Bochud. "A conclusão foi termos encontrado [um nível] significativo de polónio nas roupas", disse Bochud especificando que as análises demoraram nove meses a ser feitas.

O polónio é a substância com que foi envenenado o antigo espião russo Alexandre Livtenko, que morreu em Londres em 2006.

Yasser Arafat adoeceu entre Agosto e Outubro em Ramallah, cidade cercada pelo exército israelita na Cisjordânia, e morreu em Paris em 2004. A sua morte motivou uma série de teorias pois os muitos médicos que o assistiram não conseguiram dar uma explicação para a deteriorização tão rápida do seu estado de saúde. Os palestinianos acuraram sempre Israel de ter envenenado o seu líder histórico; a imprensa mundial noticiou antes da sua morte que sofria de cancro no estômago.

Para que a morte por envenenamento com polónio seja confirmada seria necessário exumar o corpo de Arafat, disse Bochud na informação que enviou a Souha Arafat. "Se ela quiser saber o que realmente aconteceu ao marido, terá que... exumar Arafat permitiria recolhermos uma amostra para vermos se há uma grande concentração de polónio e se houve envenenamento".

in Publico.pt

World's Finest


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Chefe dos espiões alemães 'obrigado' a demitir-se

Destruição de provas contra neonazis está na origem da saída de Heinz Fromm dos serviços secretos da Alemanha.

O chefe dos serviços secretos internos alemães - Verfassungsschutz - viu hoje aceite o seu pedido de demissão apresentado ao ministro federal do Interior, Hans-Peter Friedrich.
Heinz Fromm, que ocupava o cargo desde 2000, era há algum tempo objeto de críticas ao modo como conduziu a investigação às atividades de uma célula do grupo neo-nazi conhecido pela sigla NSU (Nationalsozialisticher Untergrund, nacional-socialistas na clandestinidade).
A agência noticiosa alemã DPA adiantou que Fromm tinha posto o cargo à disposição ainda no final do mês do mês passado.

Ataques terroristas


Desde quarta-feira 27 de junho que Fromm era objeto de pressão, quando se descobriu que elementos da sua agência tinham destruído documentos referentes à célula Zwickau (nome da cidade onde operava) da NSU, cujos elementos, em fuga há mais de dez anos, foram responsáveis por nove atentados mortais a empresários estrangeiros residentes no país (turcos e gregos).
A célula foi descoberta em novembro de 2011 na sequência de um assalto falhado que permitiu à polícia descobrir um dos esconderijos da célula. Os sete ficheiros que foram destruídos continham detalhes sobre uma operação secreta levada a cabo contra a Sociedade de Proteção da Turíngia, um grupo de extrema direita que esteve na origem da NSU.
Os documentos foram destruídos em Colónia, em novembro de 2011, e a polícia alemã ainda alegou, imediatamente a seguir, que eles tinham sido eliminados de acordo com os procedimentos de rotina policial, o que não era o caso, de acordo com o "SpiegelOnline". A destruição seguiu-se ao momento em que se tornou evidente que os neonazis tinham sido responsáveis pelos crimes cometidos entre 2000 e 2007.

Perda de confiança


O sítio do "Spiegel" publicou hoje uma declaração de Fromm anterior à sua demissão em que o chefe dos serviços de segurança admitia ter sido cometida uma série de erros relativamente aos documentos destruídos: "O facto causou uma profunda perda de confiança e prejudicou seriamente a reputação do gabinete".
As autoridades aconselharam uma revisão organizacional da Verfassungsschutz com o objetivo de melhorar a cooperação regional e nacional dos serviços, de acordo com o "SpiegelOnline".
Heinz Fromm é o responsável com cargo mais alto na hierarquia da organização que já tinha assistido, em janeiro, à demissão do chefe do departamento de combate ao extremismo de direita, Artur Hertiwig. 


Cristina Peres (www.expresso.pt)
13:46 Segunda feira, 2 de julho de 2012



sexta-feira, 29 de junho de 2012

ONU cria Dia Internacional da Felicidade

28.06.2012 - 23:17 Por Lusa


 A assembleia-geral das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução que institui a criação do Dia Internacional da Felicidade, que será assinalado a 20 de Março.


 
Na resolução, aprovada por consenso, a assembleia-geral da ONU sublinhou que “a procura da felicidade é um dos objectivos fundamentais do ser humano”.

A resolução pede a todos os 193 Estados-membros da organização que celebrem o dia “de forma apropriada, nomeadamente com actividades pedagógicas”.

A ideia para a criação deste dia foi lançada pelo Butão, um pequeno reino budista localizado nos Himalaias que adopta como estatística oficial a “Felicidade Nacional Bruta” em vez do Produto Interno Bruto (PIB).

O calendário da ONU integra até hoje 120 dias mundiais e internacionais dedicados a temas diversos como às mulheres rurais (15 de Outubro), ao jazz (30 de Abril) ou às aves migratórias (14/15 de Maio).

O dia 20 de Março já é reconhecido como o Dia Internacional da Francofonia.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Johnny Cash - Thunderball



Little story behind this song. This was originally going to be the opening for the James Bond Movie Thunderball. It was kicked at the last moment and was replaced. Recorded 1965

ED Consulting - Merkel & Sarkozy: "Somebody That I Used To Know", Gotye





Uma união feliz entre a música e letras de diversos autores e o panorama sócio-politico internacional.Momentos SIC Notícias, com Gotye, "Somebody That I Used To Know"
Uma parceria SIC Notícias/Universal Music

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Trump Há oportunidades na Europa para obter "tudo a troco de nada"

Económico com Lusa  
20/06/12 15:24

 Donald Trump desafiou hoje investidores internacionais a aproveitarem a situação Europeia, para obter "tudo a troco de nada".


"Espanha é um lugar espantoso. É um grande país que tem febre e é o momento de aproveitar isso", afirmou Trump numa entrevista ao programa 'Squawk Box'da CNCB citada pela Europa Press.
O multimilionário considerou que, apesar dos problemas e das tensões actuais, a Europa está a converter-se numa "grande oportunidade" para os investidores encontrarem imobiliário baratos e grandes ofertas.
"Consegue-se a troco de nada. Estão a conseguir terra a troco de nada, estão a conseguir tudo a troco de nada", disse Trump, afirmando que há que manter os investimentos em carteira durante algum tempo.
"Mas não há dúvidas. Há grandes oportunidades na Europa", disse.Trump realçou que ele próprio está a estudar as oportunidades e poderá vir a fazer um investimento com parceiros locais na Europa.
O empresário afirmou-se convencido do fim da zona euro e do regresso das moedas nacionais europeias mas que, apesar disso, haverá grandes ofertas.
E, ao mesmo tempo, minimizou o impacto que o fim da zona euro poderá ter na economia global, antecipando que os efeitos "não serão tão maus" como se tem estado a prever.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Próximo europeu com mais oito equipas

Michel Platini revelou que o próximo Campeonato da Europa de Futebol, que a França organizará, vai contar com 24 equipas, mais oito do que até aqui.
O presidente da UEFA acredita que o novo modelo proporcionará uma fase de grupos «menos dramática», evitando que tantas equipas de topo de confrontem nos 32 jogos iniciais.
O modelo actual – que se verifica neste Euro 2012, por exemplo – contabiliza quatro grupos, cada um com quatro equipas. As duas melhores de cada grupo avançam para os quartos de final.
A solução a implementar em França (proposta à UEFA pela Escócia e pela Irlanda) deverá evitar os chamados ‘grupos da morte’, como o português na Polónia/Ucrânia. A equipa de Paulo Bento até é a menos cotada do ranking mundial da FIFA, mas passa à fase seguinte, com a Alemanha.
Mas de fora da fase a eliminar ficam a Holanda (a terceira mais bem cotada no torneio, quarta mundial) e a Dinamarca (nona do ranking FIFA, com três sul-americanas à sua frente).
Neste europeu sabe-se já que a Croácia (oitava da FIFA) e a Rússia (13º) se ficam pela fase de grupos, mas a Grécia de Fernando Santos (15ª mundial) segue em frente.
Daqui a quatro anos, em França, os melhores conjuntos deverão ficar distribuídos por seis grupos. Além dos habituais dois primeiros de cada grupo, que seguem em frente, os quatro melhores terceiros classificados dessa fase também se qualificarão para os oitavos de final - actualmente, disputam-se logo os quartos de final.
Assim, o Europeu passará a contar com mais uma fase a eliminar. A primeira contará com 16 equipas, tal como acontece nos Mundiais de futebol, onde participam 32 equipas.

AP/SOL

sol.sapo.pt

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O jogo político de Kiev

por Nuno Escobar de Lima

 Na Ucrânia, o Campeonato da Europa foi-se tornado vítima das sucessivas lutas políticas de um país ainda dividido entre o Oeste, que puxa em direcção à União Europeia (UE), e um Leste que continua a olhar para Moscovo. No Euro-2012, as duas Ucrânias estarão representadas por Lviv, a Ocidente, e Kharkiv, a Oriente.
Lutas que se esperavam resolvidas quando, em 2003, partiu desta ex-república soviética a ideia da organização conjunta de um Europeu de futebol. O então Presidente, Leonid Kuchma, acenara ao Ocidente com a assinatura de um protocolo de cooperação com a NATO e com a vontade de aderir à Aliança Atlântica. E ainda antes de Kuchma se voltar novamente para Moscovo, depois de ver a sua credibilidade no Ocidente minada por sucessivos escândalos de corrupção, o Presidente da federação ucraniana sugeriu a ideia de organizar um Europeu com a Polónia.
Uma proposta que recebeu imediata aceitação do outro lado da fronteira: Aleksander Kwasniewski, o Presidente que liderou a adesão polaca à NATO e à UE, viu na ideia uma forma de aproximação ao vizinho.
Mas desde então a Ucrânia deu muitas cambalhotas políticas, sempre com o delfim de Leonid Kuchma, Viktor Yanukovich, em jogo. Primeiro na batalha de sucessão de Kuchma, que provocou a Revolução Laranja, movimento que haveria de evitar uma vitória fraudulenta de Yanukovich. Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas das principais cidades do país para denunciar uma fraude que demorou um mês ao Supremo Tribunal para detectar. Os juízes mandaram repetir o voto e Yushchenko foi eleito Presidente. Como combinado na oposição, a aliada Iulia Timochenko foi nomeada primeira-ministra.
Sem fundos
E foi ele, Yushchenko, quem esteve ao lado de Lech Kaczynski, o então Presidente polaco, quando os dois países receberam a missão de organizar o Euro. Mas a partir daí a sua relação com Timochenko foi-se deteriorando: «Como podemos falar do Euro-2012 quando o seu orçamento prevê 4,5 mil milhões do fundo de estabilização mas só 330 milhões foram disponibilizados?», perguntava em 2009 um Presidente desesperado pela falta de apoio do Parlamento.
A três anos do evento que irá deixar o mundo de olhos postos no país, a Ucrânia ainda discutia a alocação de fundos para pôr em prática o seu plano de modernização que previa um investimento superior a 15 mil milhões de euros. Num país onde dois dos estádios do Euro distam em 1500 quilómetros, só cinco mil milhões foram destinados à modernização das estradas. Também os transportes públicos foram alvo de intervenção – na Polónia há locomotivas pintadas com as cores das 16 selecções participantes –, embora entretanto se tenham abandonado projectos como o metropolitano de Donetsk, que seria o quarto na Ucrânia.
Assim se foram sucedendo os escândalos de corrupção: primeiro caíram ministros dos transportes, depois das obras públicas, até que acabaram também por ‘crucificar’ o Presidente e a respectiva governante. Yushchenko por ter caído em desgraça, Timochenko por perder nas presidenciais frente a Yanukovich. O actual Presidente acabou por acusar a adversária de traição à pátria num negócio assinado com a Rússia, levando a que fosse condenada a sete anos de prisão. As recentes denúncias de tortura de Timochenko levaram vários líderes europeus a ameaçar boicotar os jogos.
Uma ameaça afastada pelo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk: «Podemos limitar-nos a apoiar as nossas equipas. Não temos de abraçar líderes que acreditarmos serem desrespeitadores das normas» , afirmou após recente encontro em Bruxelas, sem deixar de mostrar que as relações entre os dois países já conheceram melhores dias.
Apesar de também ter tido os seus percalços – o sindicato mundial de trabalhadores da construção, BWI, denunciou 14 mortes nos dois países e mais de 1.500 violações às leis de segurança no trabalho –, o estaleiro polaco foi elogiado pela UEFA: «Posso dizer que poucos países europeus podem competir convosco, não só em termos de estádios como de infra-estruturas», afirmou o director da prova, Martin Kellen, depois de vistoriar os progressos.
Para Tusk e os políticos de Varsóvia, o pânico agora é outro: no início de Março o jornal polaco Puls Biznesu noticiou que a UEFA teria vendido o camarote presidencial do Estádio Nacional de Varsóvia ao milionário russo Roman Abramovich e começou a circular o rumor de que Vladimir Putin seria seu convidado.
Com um Polónia-Rússia a abrir o torneio no dia 8, o Presidente polaco não deu tempo ao dono do Chelsea para desmentir a notícia. A sua porta-voz, Joanna Trzaska-Wieczorek, afirmava ao Super Express que «o camarote presidencial é apenas em nome, não significa que o Presidente da Polónia tenha de se sentar ali. Bronislaw Komorowski irá ver o jogo na companhia de Michel Platini na zona de convidados da UEFA». Outro porta-voz, desta vez do milionário russo, viria a confirmar a presença de Abramovich em Varsóvia mas realçando que «a informação veiculada na imprensa polaca não tem fundamento».
Ainda assim, e sem nova tomada oficial do Presidente, o líder da oposição polaca, Jaroslaw Kaczynski, recuperou o tema na última semana. Em conferência de imprensa no exterior do estádio, o irmão do antigo Presidente foi categórico ao apelidar de «escândalo presidencial» a hipótese de Putin, como convidado do amigo Abramovich, estar no lugar que «pertence ao Presidente da Polónia, ao primeiro-ministro, ao líder da Assembleia e seus convidados»
Com tanto volte-face, resta a consolação de que para a próxima a história será mais fácil de contar: por baixo do relvado em Varsóvia, nos escombros do Estádio 10.º aniversário, está uma cápsula do tempo com notas e moedas actuais, exemplares da imprensa de 7 de Outubro de 2009, a bandeira da Polónia, da cidade de Varsóvia e da UE. E em cima um estádio de última geração, que promete um futuro risonho ao Euro-2012.

nuno.e.lima@sol.pt

terça-feira, 5 de junho de 2012

Barack Obama, o primeiro cibercomandante dos EUA

 04.06.2012 - 15:30 Por Clara Barata

Barack Obama é o primeiro cibercomandante-chefe dos Estados Unidos. Autorizou ataques com vírus informáticos que produziram estragos físicos como se fossem armas analógicas e não digitais nas instalações nucleares de Natanz, onde o Irão enriquece urânio.

 O vírus Stuxnet, cuja autoria os especialistas de segurança informática atribuíam a um Estado, muito possivelmente os Estados Unidos, resultou mesmo de uma operação norte-americana, coordenada directamente pelo Presidente, afirma um livro do jornalista do New York Times David Sanger.

Obama é um Presidente sem medo da tecnologia. Aliás, é o Presidente que incorporou a tecnologia de forma decisiva na estratégia que aplicou para prosseguir as guerras que herdou da Administração de George W. Bush, de uma forma profunda e da qual nem os próprios norte-americanos têm ainda bem consciência. A faceta mais conhecida dessa guerra tecnológica é o uso dos drones, as aeronaves operadas remotamente, usadas para ataques cirúrgicos no Afeganistão, no Paquistão, no Iémen e na Somália, mas que por vezes atingem alvos civis. David Sanger, no livro Confront and Conceal: Obama"s Secret Wars and Surprising Use of American Power - que será publicado a 5 de Junho e do qual o New York Times publicou um extracto na sexta-feira -, começou a desfiar parte de uma outra utilização da tecnologia na guerra, mais precisamente da frente da ciberguerra.

O vírus Stuxnet lançou o caos em Natanz, destruindo pelo menos 1000 das cerca de 5000 centrifugadoras onde então o urânio, sob a forma de gás, era depurado, purificado, para obter concentrações mais puras deste elemento radioactivo usado para alimentar centrais nucleares - ou, em concentrações acima de 90%, para produzir armas nucleares. Os problemas em Natanz foram testemunhados pelos inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica, que na altura não faziam ideia do que passava - tal como os iranianos, aliás. O que o jornalista do New York Times afirma é que estas avarias sucessivas, que levaram até a despedimentos, foram causadas por uma infecção com um vírus criado à medida das instalações de Natanz, por cientistas norte-americanos e israelitas.

A afirmação de David Sanger não surge do nada. Os analistas da empresa de segurança informática Symantec e um alemão especializado na segurança de sistemas de controlo industriais, como o controlador lógico programável da Siemens que era usado em Natanz para manter em operação as centrifugadoras, chegaram a essa conclusão através de um laborioso trabalho de análise de um código que é 50 vezes maior do que o tradicional vírus de computador, relatava a revista Wired em Julho de 2011.

O vírus é extremamente sofisticado - inclui quatro programas de "dia zero", que se baseiam em encontrar vulnerabilidades que até mesmo os fabricantes ainda não descobriram nas aplicações informáticas. Dos mais de 12 milhões de software danoso que é descoberto anualmente pelos especialistas de segurança informática, só cerca de uma dezena faz ataques de "dia zero", dizia ainda a Wired.

As suspeitas de Bush
Se Obama foi quem lançou em força a operação contra o Irão, a ideia foi iniciada em 2006, com George W. Bush. Nessa altura, o projecto Jogos Olímpicos começou a desenvolver o "bug", como era conhecido quando Bush o passou a Obama, relata David Sanger. Nessa altura, o Presidente Mahmoud Ahmadinejad mostrava aos jornalistas as instalações de Natanz e as suas grandes ambições de ali instalar 50 mil centrifugadoras - o que parecia suspeito para um país com um único reactor nuclear, cujo combustível vem da Rússia e que assegura que o seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis. O objectivo seria enriquecer urânio até um nível que pudesse vir a ser usado em armas?

Entre bombardear o Irão, como defendiam os falcões da sua Administração e os israelitas, explica David Sanger, e a nova ideia que lhe foi apresentada pelo general James E. Cartwright, Bush escolheu a aposta na ciberguerra.

O primeiro passo foi conseguir penetrar na rede interna de Natanz, que não está ligada à Internet. Para isso foi precisa a ajuda de Israel. E o primeiro vírus inserido não foi o Stuxnet: foi um outro cuja missão era detalhar o funcionamento interno dos computadores que controlam as centrifugadoras, que giram a velocidades tremendas, e enviar essa informação para os EUA - "telefonar para casa". Só assim se poderia conceber o código adequado para tomar conta das centrifugadoras. O processo foi demorado, relata o jornalista do New York Times, mas resultou. Embora tenha havido um erro grave: o vírus saiu para a Internet, para o mundo, quando isso nunca deveria ter acontecido. Os norte-americanos culpam os israelitas. Mas foi por ter escapado que foi descoberto e deslindada, em grande parte, a sua origem, pelas empresas de antivírus.

Novos riscos
Se o Irão tem sido o alvo primordial da experiência de ciberguerra norte-americana, os resultados têm sido discutíveis - há quem diga que atrasaram o desenvolvimento das suas capacidades de enriquecimento de urânio 18 meses a dois anos, mas também há quem note que o país acelerou o seu desenvolvimento nesta área nos últimos tempos.

Mas os EUA, sobretudo, atravessaram uma fronteira decisiva. Enquanto alguns elementos da Administração pressionam para que a mesma tecnologia seja usada contra a Coreia do Norte, contra a Síria, as operações da Al-Qaeda, ou até para interferir nos planos militares chineses, o Presidente Barack Obama parece manter a consciência de que está a levar o seu país para um novo território, diz David Sanger.

"Obama disse repetidamente aos seus assessores que há riscos em usar - e sobretudo em usar excessivamente - esta arma. Na verdade, nenhum país tem uma infra-estrutura mais dependente dos sistemas informáticos, e por isso mais vulnerável a ataques, do que os EUA", escreve o jornalista. "É só uma questão de tempo, dizem os especialistas, até que [os EUA] se tornem alvo do mesmo tipo de arma que os americanos usaram, secretamente, contra o Irão."

Flame, o espião perfeito
Haverá uma nova arma de ciberguerra à solta na Internet no Médio Oriente por estes dias? O Flame, um outro vírus, 40 vezes mais complexo que o Stuxnet, está a infectar computadores sobretudo naquela região, sendo o Irão o país mais infectado, alertou esta semana a empresa de segurança informática russa Kaspersky.

Embora pareça ter sido escrito por outros programadores, a sua complexidade e raio geográfico da infecção faz de novo suspeitar que haja um Estado por trás, e não apenas cibercriminosos, escreve a Wired. Aliás, a Kaspersky começou a investigar o vírus a pedido da União Internacional de Telecomunicações, um organismo da ONU, diz a empresa. O que desencadeou a investigação foi o facto de estarem a desaparecer dados de computadores do Ministério do Petróleo de Teerão e da Companhia de Petróleo Iraniana.

Se o Stuxnet espantava por ser grande, com 500 kilobytes, o Flame é arrasador, com os seus 20 megabytes. E se o Stuxnet tinha um objectivo muito concreto, o de perturbar o funcionamento das centrifugadoras usadas nas instalações nucleares de Natanz, o Flame é uma espécie de espião perfeito: consegue activar o microfone interno do computador para gravar todas as conversas, ou o bluetooth para se ligar a todos os aparelhos em redor que o tenham activado, e obter números de telefone e passwords, por exemplo. E ao mesmo tempo vai farejando a rede a que está ligado o computador, em busca de coisas que possam ser interessantes. O New York Times diz que a Administração Obama nega que o Flame, cujo código parece ter pelo menos cinco anos, seja parte da operação Jogos Olímpicos. Mas nega-se a comentar se os EUA serão responsáveis pelo ataque actual que, segundo a Kaspersky, afecta 1000 computadores. Serão poucos, mas este vírus "reescreve a definição de ciberguerra e ciberespionagem", escreve Aleks, um especialista da Kaspersky, no blogue da empresa.

in publico.pt

segunda-feira, 4 de junho de 2012

China nunca irá começar a Terceira Guerra Mundial

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA 04/05/12


A primeira vítima da Terceira Guerra Mundial foi John Birch. Assim o inventou a direita americana, fanática na busca de mártires anticomunistas. O capitão Birch, filho de batistas e ele próprio missionário antes de se tornar soldado e espião ao serviço dos Estados Unidos, foi morto pelas tropas de Mao a 25 de agosto de 1945, dez dias depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Passadas sete décadas, América e China são as grandes potências mundiais. Mas é impensável que façam guerra uma à outra. Um conflito global seria o pior que aconteceria às duas economias líderes.
Agora que a corrida aos armamentos pela China assusta é indesmentível. O orçamento militar cresceu 11% no ano passado, para os 106 mil milhões de dólares. Não admira que no sábado o vice-ministro da Defesa japonês tenha criticado a falta de transparência do regime de Pequim nas matérias militares. E que o ministro da Defesa indiano garantisse que à medida que a China se arma também o seu país continuará a reforçar-se.
Preocupados estão ainda Vietname e Filipinas, com contenciosos marítimos, e sobretudo Taiwan, a ilha onde se refugiaram em 1949 os nacionalistas de Chiang Kai-shek derrotados por Mao.
Vistos da América, os gastos militares chineses são quase migalhas. Há tempos, a Economist alertava para "os novos dentes do dragão", mas lembrando que o gigante asiático gasta sete vezes menos do que os Estados Unidos no complexo militar-industrial. Em percentagem do PIB, a relação é de um para quatro.
Tirando o maior número de soldados da China, a vantagem dos americanos é esmagadora: 450 mísseis intercontinentais contra 66, 14 submarinos nucleares com mísseis contra três, 6300 tanques contra 2800, 3000 aviões de última geração contra 750, 11 porta-aviões contra nenhum, 61 satélites militares contra 36.
É óbvio que Pequim não deseja a guerra. Nunca ganharia. Falta ainda à China uma década para ultrapassar o poderio económico da América e duas para a paridade militar. O objetivo hoje é garantir que na Ásia não existem rivais, como no tempo em que em redor do Império do Meio só havia Estados vassalos, e reduzir a manobra dos Estados Unidos em caso de confronto com Taiwan. Pelo meio, assegura as rotas para o abastecimento de matérias-primas e comércio.
Em Washington também ninguém deseja a guerra. O candidato republicano Romney está preocupado é com a concorrência económica da China. E o Presidente Obama prefere Pequim como parceiro, seja a estabilizar o Paquistão e o Afeganistão seja a acalmar as ambições nucleares da Coreia do Norte.
Depois de Birch, chineses e americanos chacinaram-se na Guerra da Coreia. E voltaram a enfrentar-se no Vietname. Mas desde que Nixon visitou Mao, em 1972, existe uma aliança estratégica que só falha quando os interesses da potência emergente chocam com os da velha superpotência - como acontece na revolta na Síria ou no nuclear iraniano.
A verdadeira guerra entre China e América envolve dólares e yuans. É económica. E aí, sim, as armas asiáticas revelam-se mais certeiras que as americanas.

in dn.pt

quinta-feira, 29 de março de 2012

Simpósio Aquém e Além do Cérebro Sonhos repetidos funcionam como "um aviso"

 Sonhos repetidos funcionam como "um aviso"

O professor de Psiquiatria e de Ciências da Consciência da Faculdade de Medicina de Lisboa, Mário Simões, defendeu hoje que os sonhos repetidos devem ser valorizados pelo próprio indivíduo, porque funcionam como “uma mensagem, uma espécie de aviso”.
Contudo, em declarações à Lusa no Simpósio Aquém e Além do Cérebro, a decorrer no Porto, até sábado, o especialista considerou que no que respeita à interpretação dos sonhos “apenas os repetidos devem ser valorizados para perceber a mensagem dos seus mecanismos inconscientes de perceção da vida”. Os restantes devem ser “colocados na máquina trituradora”.
“Sabemos hoje que os sonhos são uma grande central de tratamento do lixo do dia-a-dia. Eu diria que 90 por cento dos nossos sonhos são para tratar do lixo do dia, para no dia seguinte termos novas ideias”, afirmou.
O psiquiatra referiu à Lusa que atualmente “conhece-se muito sobre a patologia, sobre algumas funções que o sono e o sonho têm. As mais conhecidas são sobre a memória e hoje viu-se, aqui, que as memórias durante a vida são integradas e fortalecidas no sono, mas também no sonho”, sustentou.
“Quanto a outras funções do sonho, vamos tentar perceber se são aquelas que Freud falou como sendo uma realização de desejos insatisfeitos, possivelmente também são, mas também sabemos que as pessoas que são privadas de sonhar à noite têm problemas de saúde”, disse.
Mário Simões apontou “problemas não só ligados às insónias. Em termos sociais as pessoas que tem má qualidade de sono e de sonhos ou que não sonham são as mais irritáveis no dia seguinte, com mais erros de atenção, no desempenho na condução e no seu trabalho”.
“Em animais, sabe-se que quando não sonham nada vêm a morrer em curto prazo com infeções graves, imunológicas”, frisou, referindo que o mesmo acontece com as pessoas que privadas de sono ou sonho podem sofrer alterações neuro-imunológicas.
Proporcionar um maior conhecimento sobre o sono e o sonho, o impacto que têm na vida do indivíduo e na sociedade e apontar novos caminhos na investigação científica mundial em neurociências nestes domínios são objetivos do simpósio organizado pela Fundação Bial que conta com a presença de alguns dos líderes na investigação científica mundial neste domínio.
O encontro, que vai já na 9.ª edição, é este ano dedicado ao “Sono e Sonhos” com o intuito de esclarecer questões como: “Porque se dorme? O que se passa no corpo humano quando se dorme? Qual a influência do sono (ou sua ausência) na sociedade? Porque se sonha? ou “O que representam os sonhos?”.
Hoje esteve em discussão a neurobiologia dos processos do sono e da cognição, estando agendada para sexta-feira a discussão sobre os aspetos anómalos subjacentes aos sonhos.

29 de março de 2012
@Lusa

Monti: culpa da crise no euro é dos 2 grandes da UE

Mário Monti afirmou que «a Alemanha e a França são parcialmente responsáveis pela crise na zona euro por terem agido como pais irresponsáveis durante a infância da moeda comum europeia» 

 O primeiro-ministro italiano disse esta quarta-feira, em visita ao Japão, que os dois maiores países da Zona Euro, não respeitaram, no início do euro, as regras fiscais, abrindo caminho às derrapagens que conduziram à atual crise: «A história remonta a 2003, quando o euro era ainda um bebé, quando a Alemanha e a França eram laxistas em relação aos défices públicos e às dívidas», afirmou.

Mário Monti substituiu Silvio Berlusconi em meados de novembro para tentar recuperar aquela que é a terceira maior economia da Zona Euro. O tecnocrata acrescentou que, na época, o Conselho Europeu (CE) decidiu não penalizar Berlim e Paris por ultrapassarem o limite do défice não tendo sido sancionados: «O CE então presidido pela Itália , afirmou que contrariamente à proposta da Comissão Europeia, a Alemanha e a França não seriam incomodadas, apesar de os seus défices ultrapassarem 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB)».

Mário Monti era o comissário europeu da concorrência: «Claro que, se o pai e a mãe da Zona Euro violam as regras, não se pode esperar (que países como) a Grécia as respeitem», acrescentou.

O primeiro-ministro italino disse ainda que estava confiante sobre um eventual reforço do fundo de estabilização financeira e que esta é «a altura de tomar uma decisão definitiva e adequada relativamente às salvaguardas».

Em relação a Espanha, o primeiro-ministro italiano disse estar menos preocupado com a recente subida das taxas de juro dos títulos do tesouro espanhóis: «A Espanha está evidentemente na via de uma consolidação orçamental». E falou da preocupação da UE em relação a nuestros hermanos, considerando que um «contágio a outros países não partirá, certamente, de Espanha» e espera «que o contágio pertença ao passado, agora que a disciplina é respeitada pela maioria dos Estados-membros e que as salvaguardas estão a ser reforçadas».

A visita de Mário Monti a Tóquio insere-se numa digressão pela Ásia que se irá estender à Coreia do Sul, China e Cazaquistão para mostrar uma «nova Itália», menos burocrática e mais aberta ao investimento estrangeiro.

in agenciafinanceira.iol.pt